Xi promove uma estratégia que une semicondutores, centros de dados e alianças com o Sul Global, visando reduzir dependência tecnológica e ampliar influência em inteligência artificial.
O discurso reforça prioridade em semicondutores e infraestrutura para treinar modelos avançados.
Pequim anuncia programas de cooperação com países em desenvolvimento, e oferta 5 mil vagas em treinamentos.
A apresentação da Huawei destaca uma plataforma para conectar grandes quantidades de chips, com foco em data centers.
conforme informação divulgada pelo timesbrasil
Plano estratégico, chips e capacitação
O presidente Xi Jinping reafirmou a aposta da China em consolidar liderança em inteligência artificial, colocando os chips e a infraestrutura computacional no centro da estratégia.
Xi disse que a inteligência artificial deve ser construída de forma colaborativa e não concentrada nas mãos de poucas nações, e defendeu governança internacional para a tecnologia.
O governo anunciou que oferecerá 5 mil vagas em treinamentos, cursos e seminários sobre inteligência artificial ao longo dos próximos cinco anos, como parte da aproximação com economias emergentes.
Hardware nacional e o Atlas 950 SuperPoD
Na conferência, a Huawei apresentou o Atlas 950 SuperPoD, plataforma desenvolvida para conectar grandes quantidades de chips de alto desempenho.
A empresa diz que a solução foi criada para atender à crescente demanda por processamento exigida pelo treinamento de modelos avançados de inteligência artificial.
A demonstração evidencia o esforço para reduzir dependência de tecnologias estrangeiras e acelerar a produção doméstica de hardware para IA.
Cooperação com o Sul Global e regras internacionais
Xi anunciou programas de parceria com países do Sul Global, via capacitação, intercâmbio e projetos conjuntos, ampliando laços com a ASEAN, União Africana, Liga Árabe e BRICS.
O presidente defendeu que todos os países tenham acesso às oportunidades criadas pela inteligência artificial, e criticou o uso excessivo do conceito de segurança nacional para restringir tecnologia.
Restrições externas e resposta chinesa
Desde 2019, quando a Huawei passou a integrar a lista de restrições comerciais do governo americano, os controles sobre exportações de chips avançados e equipamentos de semicondutores foram ampliados.
O texto da conferência aponta que essas limitações fortaleceram concorrentes locais, e a Nvidia afirmou que perdeu espaço no mercado chinês por não conseguir atender simultaneamente às exigências regulatórias da China e dos EUA.
Combinando investimentos em chips, centros de dados e cooperação internacional, a China busca acelerar sua independência tecnológica e ampliar sua presença na formulação de normas globais para IA.
Organização e influência internacional
Representantes de 29 países assinaram acordo para criar a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, WAICO, que terá sede em Xangai, iniciativa que reforça o objetivo de Pequim de participar da definição de regras internacionais.
O conjunto de ações mostra aposta clara em capacidade industrial, formação de talentos e diplomacia tecnológica, com o objetivo de transformar a China em um dos principais polos de desenvolvimento de inteligência artificial.
Com informações de timesbrasil
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