Fábricas nos EUA ganham novo aporte da TSMC, que amplia capacidade e mira tecnologia de 2 nanômetros como motor de receita.
A TSMC anunciou um aporte adicional voltado às fábricas no Arizona, reforçando sua expansão fora de Taiwan.
O investimento inclui linhas de processamento de wafers e de empacotamento avançado, com fases já em operação.
Executivos dizem que a decisão responde a uma demanda estrutural de clientes e a oportunidades de longo prazo.
Conforme informação divulgada pelo Times Brasil.
Detalhes do aporte e implicações para a produção
A empresa vai destinar mais US$ 100 bilhões ao projeto no Arizona, elevando o total comprometido no estado para US$ 265 bilhões, segundo a companhia.
O aporte cobre tanto fábricas de processamento inicial de wafers quanto unidades de empacotamento avançado, e a primeira fase com tecnologia de 4 nanômetros já está em operação.
Revisão do capex e foco tecnológico
Com o novo investimento, a TSMC revisou para cima seu capex anual, que agora fica na faixa de US$ 60 bilhões e US$ 64 bilhões.
A empresa também acelera a conversão de linhas de 5 nanômetros para 3 nanômetros, para atender pedidos represados de clientes.
Segundo o diretor financeiro, Wendell Huang, a tecnologia de 2 nanômetros deve se tornar o novo motor de receita da TSMC a partir do terceiro trimestre, depois de uma primeira geração de receita no segundo trimestre.
Custos, mercado e exposição à China
Huang reconheceu que o custo de construir fábricas nos Estados Unidos pode ser de quatro a cinco vezes o custo em Taiwan, mesmo assim a empresa considera estratégica a ampliação do ecossistema americano.
A TSMC afirmou que a China responde por cerca de 8% da receita, e que segue cumprindo todos os controles de exportação ao atender clientes chineses.
Reação do mercado e perspectivas
As ações da TSMC fecharam em alta de mais de 1% na sexta-feira, dia 17, após acumularem queda de 7% na sessão anterior.
No ano, os papéis da companhia sobem cerca de 48%, e a gestão reforça que o foco está nos fundamentos do negócio, não na volatilidade dos mercados financeiros.
O executivo afirmou, em entrevista, “Não pretendemos deixar nada na mesa para ninguém mais”, justificando a expansão da capacidade produtiva.
Com o investimento no Arizona, a TSMC busca reduzir gargalos, diversificar geograficamente a produção, e posicionar tecnologias avançadas como o eixo de crescimento futuro.
Com informações de timesbrasil
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