A tokenização promete tornar pagamentos internacionais mais rápidos, baratos e líquidos, segundo Megan Greene, do Banco da Inglaterra, que ressalta avanços e desafios do setor.
A tokenização vem ganhando destaque como uma solução para baratear e acelerar pagamentos internacionais.
Segundo o Banco da Inglaterra, os depósitos tokenizados podem se expandir mais rapidamente que outras opções.
Além disso, há necessidade de regulamentação para garantir estabilidade das stablecoins no mercado financeiro.
Tokenização facilita pagamentos internacionais
Conforme informação divulgada pelo Banco da Inglaterra durante a Conferência Econômica da Croácia, a tokenização tem potencial para tornar as transferências internacionais mais acessíveis e rápidas. Megan Greene, representante da instituição, destacou que essa tecnologia aumenta a liquidez nos pagamentos, uma vantagem essencial para operações entre países.
Greene explicou que, embora diferentes modelos de tokenização estejam em desenvolvimento, os depósitos tokenizados são os mais promissores e devem ganhar escala antes de outras formas, como as moedas digitais emitidas por bancos centrais (CBDCs).
Segundo ela, esses depósitos possuem características que facilitam sua implementação e adoção pelo mercado financeiro global.
Desafios das moedas digitais emitidas por bancos centrais
A representante do Banco da Inglaterra ressaltou que os ativos diretamente regulados por bancos centrais enfrentam processos burocráticos que atrasam seu lançamento. Como exemplo, citou o euro digital, que, embora seja desenvolvido há anos, não deve estar disponível antes de 2029.
Essa demora ocorre devido à complexidade da regulação e supervisão envolvidas na emissão desses ativos, que buscam garantir segurança jurídica e estabilidade ao sistema financeiro.
Stablecoins: oportunidades e riscos
Megan Greene alertou para a necessidade de cautela ao lidar com stablecoins, ativos digitais que pretendem manter valor estável vinculados a moedas tradicionais ou outros ativos.
Ela afirmou que as stablecoins não são tão estáveis quanto seu nome sugere, motivo pelo qual o Banco da Inglaterra está desenvolvendo um arcabouço regulatório específico para esses ativos.
A proposta envolve regras claras sobre a composição do capital que lastreia as stablecoins, assegurando que mantenham equivalência com instrumentos financeiros britânicos. Greene exemplificou com uma stablecoin atrelada à libra esterlina, que precisaria de uma estrutura robusta de ativos para sustentar essa relação.
Impacto e perspectivas para o sistema financeiro
A tokenização representa uma revolução para o sistema financeiro, permitindo transferências internacionais mais eficientes e acessíveis. Conforme explicado por Megan Greene, os depósitos tokenizados devem liderar essa transformação, enquanto a regulação cuidadosa das stablecoins evitará instabilidades.
Portanto, essas inovações prometem melhorar a experiência dos usuários e oferecer vantagens competitivas para os mercados globais, mesmo diante dos desafios regulatórios e técnicos existentes.
Com informações de timesbrasil
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