Vivo registra lucro líquido de R$ 1,26 bilhão no 1T26, crescimento de 19,2%, com forte desempenho no pós-pago móvel e fibra óptica residencial.
A Vivo apresentou crescimento expressivo de seu lucro líquido no primeiro trimestre de 2026. A alta foi impactada principalmente pelas receitas do segmento móvel pós-pago e pela expansão da fibra óptica residencial.
Além do aumento da base de clientes e da receita, a empresa ainda ampliou sua cobertura 5G para mais municípios. Os dados divulgados pela Telefônica Brasil apontam para uma perspectiva positiva para o mercado de telecomunicações.
Confira a seguir os números detalhados e os principais destaques que revelam a evolução da Vivo no período.
Resultados financeiros impulsionados por serviços móveis e fibra
Conforme informação divulgada pelo timesbrasil, a Vivo atingiu lucro líquido de R$ 1,261 bilhão no primeiro trimestre de 2026, uma alta de 19,2% em relação ao 1T25. Os avanços do segmento pós-pago móvel e da fibra óptica impulsionaram o crescimento da receita operacional e a ampliação do EBIT em 16,9% no comparativo anual.
A receita de serviço móvel somou R$ 9,881 bilhões, aumento de 6,6%, com o pós-pago sendo destaque ao apresentar crescimento de 7,8% e responder por 86,6% da receita total móvel, um avanço de 1 ponto percentual perante o ano anterior.
A base de clientes pós-pago encerrou o trimestre com 72,1 milhões de acessos, um crescimento de 6,9%. Esse avanço ocorreu devido à migração dos clientes de planos pré-pago para controle e de controle para pós-pago puro, assim como captação de novos consumidores.
Fibra óptica reforça presença e receita fixa
Na parte fixa, a receita líquida cresceu 5,1%, alcançando R$ 4,425 bilhões, com destaque para a fibra óptica até a residência (FTTH). O segmento cresceu 9,3%, chegando a R$ 2,076 bilhões.
A Vivo atingiu 31,5 milhões de casas passadas com fibra, expansão de 6,2% frente ao 1T25, em 453 cidades. As casas conectadas passaram de 8 milhões, com aumento de 11,5%, elevando a taxa de penetração para 25,4%, avanço de 1,2 ponto percentual no ano.
O ARPU da fibra subiu para R$ 87,7, crescimento de 0,8% em relação ao trimestre anterior, enquanto o churn manteve-se estável em 1,5%. O produto Vivo Total, que combina fibra e móvel em uma única fatura, já representa quase metade dos acessos de fibra, 44,7%, e 83,2% das adições nas lojas próprias.
Crescimento de vendas de aparelhos e manutenção de indicadores operacionais
A receita com aparelhos e eletrônicos atingiu R$ 1,152 bilhão, alta de 26,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Essa melhora se deve a um portfólio mais competitivo e a nova estratégia comercial da Vivo, que ampliou a disponibilidade de dispositivos nas lojas.
Entre os celulares vendidos, 97,2% foram compatíveis com 5G, refletindo o foco na expansão dessa tecnologia. A rede 5G cobre agora 905 municípios, 316 a mais que no 1T25, ou seja, 71% da população brasileira tem acesso à nova geração móvel.
O churn do pós-pago permaneceu em 1%, nível baixo e estável, e o ARPU passou a R$ 52,6, crescimento de 0,8% no ano. O EBITDA totalizou R$ 6,209 bilhões, aumento de 8,9%, com margem de 40,2%. O fluxo de caixa operacional cresceu 8,5%, para R$ 4,162 bilhões, indicando boa geração de recursos da operação.
Investimentos e endividamento refletem expansão e inovação
A Vivo investiu R$ 2,048 bilhões no período, alta de 9,6%, o que representa 13,2% da receita líquida do trimestre. Mais de 75% desse valor foram destinados à melhoria da rede móvel e à expansão da fibra óptica, demonstrando compromisso com a infraestrutura necessária para suportar o crescimento.
A despesa financeira líquida ficou em R$ 720 milhões, aumento de 26,6%, pela maior dívida após a aquisição da FiBrasil e pelo crescimento dos passivos de arrendamento. A dívida bruta, excluindo arrendamentos, teve leve redução de 1,5%, para R$ 4,838 bilhões.
A relação dívida líquida sobre EBITDA caiu para 0,4 vez, ante 0,5 no 1T25, e a posição de caixa líquido fechou o trimestre em R$ 4,491 bilhões, proporcionando estabilidade e capacidade para investimentos futuros.
Para 2026, a Vivo comprometeu-se a remunerar os acionistas com R$ 6,990 bilhões, 9,6% maior que em 2025, incluindo pagamentos de juros sobre capital próprio e redução de capital.
O conselho aprovou também um programa de recompra de ações de até R$ 1 bilhão, a ser executado até fevereiro de 2027, reafirmando o foco em valor para os acionistas.
Com informações de timesbrasil
Aviso legal
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de Inteligência Artificial, sendo posteriormente revisado, validado e aprimorado por Lc Palauro . Em conformidade com os critérios definidos em nossa Política Editorial , garantindo precisão, clareza e confiabilidade nas informações apresentadas.



