IBM desenvolve nova tecnologia de chips com 50% mais potência e eficiência energética superior
A IBM apresentou uma inovação capaz de aumentar em 50% o desempenho dos chips em comparação com os modelos atuais. A novidade, chamada “0,7 nm”, promete revolucionar a tecnologia dos semicondutores.
Além da melhora no poder de processamento, a tecnologia deve reduzir significativamente o consumo de energia dos novos microprocessadores. A expectativa é que a produção em escala comece em cinco anos.
O avanço representa um passo importante para a indústria de tecnologia, especialmente para a inteligência artificial e computação avançada. Saiba mais detalhes a seguir, conforme divulgação do timesbrasil.
Nova tecnologia de chip 0,7 nm aumenta densidade e eficiência
A IBM revelou nesta quinta-feira, 25, os chips com tecnologia denominada “0,7 nanômetros”, que garantem quase o dobro da densidade de transistores na comparação com o modelo atual “2 nm”. Segundo a empresa, um chip do tamanho de uma unha pode conter até 100 bilhões de transistores.
Essa concentração maior gera um salto na capacidade de processamento. A empresa americana afirma que o novo modelo terá uma potência 50% superior, além de consumir menos energia. De acordo com a IBM, os chips poderão realizar até 1,7 vezes mais cálculos utilizando a mesma quantidade de energia da geração anterior.
Essa evolução traz benefícios diretos para o consumo eficiente e a sustentabilidade dos dispositivos eletrônicos, o que é cada vez mais demandado pelo mercado global.
Produção em massa e futuro da miniaturização
A tecnologia 0,7 nm ainda está em fase de aprimoramento e não disponível para produção em série. A IBM estima que a fabricação em larga escala poderá começar em pelo menos cinco anos, a partir do momento do anúncio.
Segundo Huiming Bu, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento de semicondutores da IBM, essa tecnologia poderá impulsionar a miniaturização dos circuitos para até 0,1 nm por volta de 2040, abrindo caminho para futuros avanços.
Essa previsão mostra o compromisso a longo prazo da empresa para manter a liderança em inovação no setor de semicondutores.
Aplicações e modelo de negócios da IBM
Os novos chips desenvolvidos poderão ser usados tanto em CPUs, comuns em diversos eletrônicos, quanto em GPUs, essenciais para inteligência artificial e processamento gráfico avançado.
A IBM não fabrica os chips diretamente, ela concede licenças para empresas que fazem a produção em massa, seguindo o modelo de negócios da companhia sediada em Armonk, Nova York.
Essa estratégia permite que vários fabricantes adotem a nova tecnologia, ampliando seu impacto no mercado global.
Com informações de timesbrasil
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