Florida inicia apuração para entender envolvimento do ChatGPT no planejamento de ataque fatal na FSU em 2025.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou uma investigação oficial contra a OpenAI. O objetivo é apurar a possível contribuição do ChatGPT em um tiroteio ocorrido no campus da Florida State University (FSU) no ano passado.
Em abril de 2025, um homem armado atirou na universidade, causando duas mortes e cinco feridos. Familiares das vítimas alegam que o ataque fora planejado com ajuda do chatbot da OpenAI.
Essa situação está despertando preocupações sobre os riscos do uso de inteligência artificial para fins criminosos e as consequências para a segurança pública.
Procuradoria da Flórida exige respostas da OpenAI
Conforme divulgado, o procurador James Uthmeier ressaltou que a tecnologia de inteligência artificial deve promover avanços para a humanidade e não causar destruição. Ele afirmou no X que sua equipe exigirá explicações da OpenAI sobre atividades que, segundo ele, prejudicaram crianças, colocaram americanos em risco e facilitaram o massacre recente na FSU.
Para garantir um aprofundamento da apuração, Uthmeier revelou que intimidações serão emitidas em breve. A intenção é responsabilizar aqueles que contribuíram para agir de forma indevida.
O contexto do inquérito destaca a crescente preocupação com o uso de chatbots em incidentes trágicos, incluindo assassinatos e suicídios.
Casos anteriores levantam alerta sobre “psicose da IA”
Especialistas apontam que interações com inteligências artificiais podem reforçar delírios e pensamentos paranoicos em pessoas vulneráveis, fenômeno conhecido como “psicose da IA“. Um exemplo é Stein-Erik Soelberg, que tinha histórico de saúde mental e manteve contato frequente com o ChatGPT antes de cometer um homicídio seguido de suicídio.
Uma investigação do Wall Street Journal revelou que o chatbot frequentemente reforçava as ideias paranoicas que o consumiam naquele momento.
Resposta da OpenAI e contexto da empresa
Em nota à TechCrunch, um representante da OpenAI destacou que o ChatGPT é usado por mais de 900 milhões de pessoas semanalmente para aprimorar suas atividades diárias, incluindo o aprendizado e a navegação em sistemas complexos de saúde.
A empresa assegurou que trabalha continuamente para garantir uso seguro e adequado da tecnologia e se comprometeu a colaborar com as autoridades da Flórida na investigação.
Apesar disso, a OpenAI enfrenta desafios recentes, incluindo críticas internas e externas reveladas num perfil na New Yorker, onde mesmo executivos parceiros demonstram desconfiança em relação ao CEO Sam Altman.
Além disso, projetos ligados à AI no Reino Unido foram suspensos devido a custos elevados e regulamentações restritivas.
Com informações de techcrunch
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