Empresas brasileiras lideram expansão de IA nas Américas com desafios em segurança digital

Brasil lidera crescimento de identidades digitais de agentes de IA na América, enquanto 91% das empresas enfrentam ataques relacionados a […]

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Brasil lidera crescimento de identidades digitais de agentes de IA na América, enquanto 91% das empresas enfrentam ataques relacionados a identidade nos últimos 12 meses.

O Brasil é a terceira maior potência no crescimento de identidades digitais vinculadas a agentes de inteligência artificial, com uma previsão de expansão de 113% nos próximos 12 meses. Embora avance na adoção da IA, enfrenta desafios relevantes de segurança digital. Os dados são de uma pesquisa global divulgada pela Palo Alto Networks, que entrevistou 2.930 especialistas em cibersegurança.

As empresas brasileiras estão entre as que mais adotam agentes de IA, sistemas autônomos que acessam dados e executam tarefas sem intervenção direta. Com essa expansão, aumentam os riscos de violações de segurança baseadas em identidade digital. Além disso, 93% das organizações admitem conceder permissões de acesso superiores ao necessário, expandindo vulnerabilidades.

Conforme informação divulgada pela Palo Alto Networks, 91% das companhias brasileiras sofreram ataques ligados a identidade no último ano, percentual que acompanha a média global de 90%. No decorrer do texto, serão detalhados os principais tipos de ataques e as práticas que podem fortalecer a segurança digital empresarial.

Expansão acelerada e exposição crescente a ataques na segurança de IA

O Brasil lidera as Américas em crescimento de identidades de agentes de IA, superando países como Estados Unidos e Canadá, com uma projeção de 113% para os próximos 12 meses. Essa posição coloca o país em terceiro lugar mundial, atrás apenas de Israel e Hong Kong. Identidades de agentes de IA são credenciais digitais que permitem a sistemas autônomos operar dentro das empresas, acessando dados e sistemas sem intervenção humana.

No entanto, o aumento dessas identidades digitais traz uma exposição significativa. 91% das empresas brasileiras já foram vítimas de ataques baseados em identidade nos últimos 12 meses. Entre os incidentes mais comuns estão phishing e vishing, que afetaram 70% das empresas, além de roubo de credenciais e ataques via tokens e APIs, que comprometeram 60%.

Phishing e vishing são golpes que simulam contatos confiáveis para obter dados sigilosos, com o vishing utilizando inclusive vozes sintéticas geradas por IA, aumentando a sofisticação do ataque. De acordo com Neiva Dourado Mendes, presidente do conselho da Blue6ix, o ritmo rápido de evolução das tecnologias criminosas é um desafio constante para a defesa das empresas.

Práticas de segurança e desafios na gestão de acessos

Apesar do avanço na identificação rápida de credenciais comprometidas, a pesquisa revela contradições. Enquanto 98% das organizações brasileiras afirmam conseguir detectar credenciais comprometidas em minutos, 93% admitiram conceder permissões de acesso além do necessário para seus colaboradores, o que pode aumentar o risco de invasões.

O princípio do menor privilégio, que recomenda limitar o acesso apenas ao essencial, ainda não é aplicado plenamente, aumentando a superfície de ataque. A necessidade de aprimorar o monitoramento de permissões de conectores e contas de serviço é consenso, com 99% das empresas identificando espaço para melhorar nessa área.

Além disso, 96% das empresas brasileiras concordam que as identidades com privilégios elevados devem ter controles rigorosos, incluindo monitoramento contínuo e elevação de acesso somente sob demanda, reduzindo riscos associados a acessos permanentes.

Tecnologias futuras e preparação para a criptografia quântica

O estudo também aponta que as empresas já estão se preocupando com ameaça de longo prazo conhecida como “coletar agora, descriptografar depois”, onde dados criptografados hoje podem ser decodificados futuramente por computadores quânticos avançados. 97% das organizações brasileiras já adotaram medidas para enfrentar esse risco.

Mesmo assim, 88% das companhias reconhecem que precisarão de ajuda externa para se adaptarem às mudanças que a computação quântica exigirá na criptografia, mostrando um cenário de preparação que ainda precisa ser fortalecido.

Perspectivas para o futuro da segurança de IA nas empresas brasileiras

O Brasil ocupa uma posição de destaque no avanço da inteligência artificial nas empresas, mas enfrenta um quadro crítico em termos de segurança digital. A expansão acelerada das identidades digitais de agentes de IA apresenta desafios que exigem políticas mais rigorosas e maior atenção à gestão de acessos e monitoramento contínuo.

Investir em governança de identidade, prática do menor privilégio e proteção contra as novas modalidades de ataques, como os baseados em vozes sintéticas, são passos urgentes para reduzir vulnerabilidades.

O cenário detalhado pela pesquisa da Palo Alto Networks mostra que, apesar do progresso, há um caminho longo para que as empresas brasileiras alcancem um equilíbrio entre inovação em IA e segurança eficaz.

Com informações de timesbrasil

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