Orbital investe US$ 5 milhões para implantar GPUs em satélites e superar desafios da computação terrestre com data centers em órbita.
O fundador da empresa de e-scooters Spin, Euwyn Poon, agora lidera uma startup promissora no ramo de data centers espaciais. O objetivo é aproveitar a demanda crescente por inteligência artificial e a capacidade ilimitada do espaço para processar dados.
A Orbital captou recentemente US$ 5 milhões em rodada seed, com apoio da a16z e outros investidores, para desenvolver tecnologias que possibilitam operar GPUs na órbita terrestre.
Conforme divulgado pela techcrunch, esta iniciativa depende do uso regular do foguete Starship da SpaceX para tornar a operação economicamente viável.
A visão pioneira para os data centers no espaço
Euwyn Poon, que vendeu a startup Spin para a Ford e trabalhou no setor automotivo, agora aposta em um mercado completamente distinto: a computação espacial.
Sua ideia parte da dificuldade atual de implantar e escalar infraestruturas de IA na Terra, devido aos custos elevados e limitações ambientais. A solução seria transportar a computação para o espaço, onde há energia solar abundante e menos impedimentos regulatórios.
O desafio, porém, é o custo alto para lançar equipamentos ao espaço com as tecnologias atuais, principalmente com o Falcon 9, que torna o modelo econômico inviável.
Dependência do foguete Starship para escala comercial
A Orbital e outras startups similares estão contando com a chegada do Starship para revolucionar o mercado. Segundo Poon, só quando o Starship estiver em operação regular a empresa poderá expandir e viabilizar data centers em órbita.
Enquanto isso, a equipe trabalha em uma demonstração técnica, planejando lançar um chip Nvidia Blackwell em um satélite parceiro para testar sistemas de proteção contra radiação e controle térmico.
Em 2028, a expectativa é lançar o primeiro satélite equipado com GPUs Space-1 da Nvidia, iniciando atividades comerciais com processamento de dados na órbita terrestre baixa.
Ambição de criar uma constelação robusta de satélites
O plano da Orbital é lançar até 10 mil satélites capazes de gerar cerca de um gigawatt de potência computacional distribuída, com cada unidade oferecendo 100 kw de potência.
Essa capacidade está na mesma escala prevista por outras empresas do setor. SpaceX pretende satélites de até 150 kw para IA, enquanto concorrentes como Starcloud visam embarcar chips em naves com potência de até 200 kw.
Algumas startups e até grandes empresas, como a Cowboy Space Company e a Blue Origin, buscam alternativas ao esperar pelo Starship, construindo seus próprios foguetes para lançar data centers.
Experiência e otimismo com o mercado de IA espacial
Andrew Chen, parceiro da a16z, destacou que o histórico de Poon, que gerenciou com sucesso a expansão de 250 mil e-scooters em 100 cidades, é fundamental para lidar com os desafios de um negócio aeroespacial a longo prazo.
A projeção desse mercado é promissora, mesmo com exigência de investimento alto — estimado em até US$ 5 bilhões e uma década para atingir escala completa.
Poon acredita que a demanda robusta por IA cria diversas oportunidades e segmentos para diferentes tipos de data centers espaciais.
Após sair da Ford, Poon adquiriu um chip Nvidia A100 e percebeu o potencial do processamento distribuído, experienciando em um data center terrestre. Agora, ele planeja levar milhares de GPUs para o espaço, inaugurando uma nova etapa para os data centers de IA.
Com informações de techcrunch
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