A pesquisa da Axis Capital mostra que executivos discordam sobre a inteligência artificial, entre oportunidades e ameaças para a segurança digital.
CEOs enxergam a IA como aliada para produtividade e vantagem competitiva, enquanto diretores de segurança veem maior exposição a riscos cibernéticos, como vazamento de dados.
Especialistas alertam para a dualidade da IA: ferramenta tanto para fortalecer defesas quanto para potencializar ataques cibernéticos sofisticados.
Com ataques de ransomware em alta, a alta gestão precisa equilibrar investimentos e estratégias diante dos desafios da segurança cibernética impulsionada pela inteligência artificial.
Divisão crescente entre líderes sobre riscos e oportunidades da IA
Segundo pesquisa divulgada pela seguradora corporativa Axis Capital, há um aumento na divergência de visão entre CEOs e CISOs sobre o papel da inteligência artificial na segurança digital das empresas. Os CEOs tendem a valorizar a tecnologia como um motor de maior produtividade e vantagem no mercado. Já os diretores de segurança da informação destacam os perigos crescentes, especialmente vulnerabilidades a vazamentos e ameaças sofisticadas.
Essa divisão reflete o cenário dinâmico no qual a IA avança rapidamente, simultaneamente fortalecendo defesas e equipando criminosos cibernéticos com ferramentas inovadoras. O CEO da Axis, Vincent Tizzio, explicou que a IA não representa apenas um desafio cibernético, mas sim apresenta ônus, responsabilidades e novas oportunidades para os líderes e conselhos corporativos.
Confiança desigual na proteção contra ameaças de IA
Quando questionados sobre a confiança na capacidade da IA de reforçar a segurança cibernética, apenas 19,5% dos CEOs declararam não se sentirem seguros. Já entre os CISOs, essa percepção de insegurança sobe para 30%, evidenciando maior preocupação entre os profissionais técnicos.
Além disso, a disposição para enfrentar ameaças relacionadas à IA varia conforme a região. Nos Estados Unidos, 85% dos líderes se consideram preparados para os desafios, enquanto apenas 44% dos executivos no Reino Unido compartilham essa mesma confiança. Este indicador sinaliza diferenças na maturidade das estratégias de segurança em diferentes mercados.
Investimentos em segurança cibernética ganham protagonismo
O estudo reforça que a segurança cibernética está entre as prioridades principais para os executivos, especialmente diante do quase dobro de ataques de ransomware nos últimos dois anos. Nesse contexto, 82% dos entrevistados planejam ampliar os orçamentos destinados à proteção digital nos próximos 12 meses.
Os dados destacam a urgência em fortalecer defesas e capacitar equipes para enfrentar os riscos associados à evolução da inteligência artificial, evitando consequências graves para as empresas e seus clientes.
Conforme informação divulgada pela Axis Capital e veiculada pela CNBC, o tema da inteligência artificial e segurança cibernética exige atenção integrada da alta gestão, equilibrando inovação, produtividade e mitigação de riscos.
Com informações de timesbrasil
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