China vai banir maçanetas eletrônicas retráteis em carros a partir de 2027 para garantir abertura manual em emergências.
O maior mercado automotivo do mundo passará por uma mudança importante em seu padrão de design veicular. A China anunciou recentemente a proibição das maçanetas puramente eletrônicas em carros de passeio a partir de 2027. Essa medida visa aumentar a segurança dos passageiros em situações de emergência. Conforme informação divulgada pelo timesbrasil, a norma será obrigatória para veículos com menos de 3,5 toneladas.
As maçanetas retráteis, muito comuns em carros elétricos modernos, vêm causam preocupação após acidentes graves. Falhas no sistema podem impedir o desbloqueio das portas, deixando passageiros presos. A nova regra exigirá que veículos tenham abertura manual tanto interna quanto externa, mesmo com falha elétrica completa.
Além disso, uma maçaneta interna deve ser visível e sinalizada, facilitando ações rápidas em caso de fumaça ou baixa visibilidade. Nos próximos blocos, detalharemos os motivos da medida, seus impactos e o futuro do design automotivo no maior mercado mundial.
Impacto dos acidentes fatais motivam mudança nas regras
A decisão do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) aconteceu após uma série de acidentes fatais, nos quais o resgate foi dificultado pelo travamento das portas. Um caso marcante ocorreu em outubro passado na cidade de Chengdu, quando um motorista do modelo Xiaomi SU7 Ultra morreu após colisão. Testemunhas relataram que o sistema eletrônico da maçaneta falhou, impossibilitando a abertura mecânica das portas pelo lado de fora.
Estudos oficiais indicam que, em impactos laterais, as maçanetas eletrônicas retráteis funcionam corretamente apenas em 67% dos casos. Já os modelos mecânicos tradicionais apresentam 98% de sucesso, demonstrando claramente uma vulnerabilidade dos atuais designs puramente eletrônicos.
Novos padrões para segurança e design automotivo
A legislação obrigará todos os veículos de passeio com peso abaixo de 3,5 toneladas a contar com sistemas de liberação mecânica, interna e externa, que funcionem independentemente da energia elétrica. Essa regra garantirá a abertura manual das portas mesmo na falta total de bateria ou diante de danos estruturais severos.
Além disso, determina-se que pelo menos uma maçaneta interna precisa ser de fácil identificação, com símbolos permanentes para melhorar a evacuação em condições adversas, como fumaça densa ou pouca luz. O foco é evitar que o design minimalista comprometa a segurança em emergências.
Repercussão global e efeitos para fabricantes
Como a China é o maior produtor e exportador mundial de veículos elétricos, essa decisão deverá impactar marcas como BYD, GWM e Zeekr. Montadoras globais tendem a adotar novas configurações de maçanetas para seus modelos exportados, buscando uniformizar a fabricação e reduzir custos.
No Brasil, onde carros como BYD Seal e BYD Tan são valorizados pelo visual limpo das maçanetas retráteis, deve haver mudanças significativas nas próximas gerações para atender aos padrões internacionais, alinhando segurança e estética dos veículos.
A alteração representa uma importante evolução para a indústria automotiva, equilibrando o design moderno com a segurança dos ocupantes em situações críticas.
Com informações de timesbrasil
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