Gigante dos chips inicia produção do novo processador Blackwell em fábrica da TSMC no Arizona e amplia presença em território americano com construção de supercomputadores e parcerias estratégicas
A iniciativa envolve recursos próprios e de parceiros estratégicos, com o objetivo de atender à crescente demanda por chips de IA e fortalecer a cadeia de produção local.

A empresa já iniciou a produção do chip Blackwell, sua nova geração de processadores para IA, na fábrica da TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), localizada em Phoenix, Arizona.
Segundo comunicado oficial, esse será o primeiro passo para estabelecer uma base sólida de fabricação de supercomputadores em solo americano.
Além disso, a Nvidia está construindo instalações no Texas, em parceria com empresas como Foxconn e Wistron, voltadas à montagem de supercomputadores.
Já no Arizona, as empresas Amkore e Siliconware participarão das etapas de encapsulamento e testes dos chips.
A expectativa é que a produção em larga escala comece entre 12 a 15 meses.
“Ampliar a indústria de chips nos Estados Unidos nos ajuda a atender melhor à demanda global, fortalece nossa cadeia de suprimentos e aumenta nossa resiliência”, afirmou Jensen Huang, CEO da Nvidia, sediada em Santa Clara, Califórnia.
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Será a primeira vez que supercomputadores de IA serão produzidos inteiramente em território americano, algo destacado pelo ex-presidente Donald Trump em sua conta na rede Truth Social.
A notícia impulsionou as ações da Nvidia, que subiram até 3%, chegando a US$ 114,29 na Bolsa de Nova York na última segunda-feira.
No entanto, os papéis ainda acumulam uma queda de 17% no ano, refletindo a instabilidade no setor de tecnologia.
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Mudanças tarifárias influenciam decisão da Nvidia
O investimento acontece em um momento de reajustes na política tarifária dos Estados Unidos.
No fim de semana, Trump reafirmou que pretende reinstaurar tarifas sobre celulares, computadores e eletrônicos populares, minimizando a isenção anunciada anteriormente como parte de uma medida processual.
Essas alterações impactam diretamente fabricantes globais de eletrônicos e semicondutores, que enfrentam dificuldades para manter seus custos competitivos.
Ao expandir suas operações dentro dos EUA, a Nvidia busca minimizar os riscos causados por essas políticas e garantir mais autonomia estratégica.
Objetivo: garantir soberania e segurança tecnológica
A decisão de fortalecer a presença industrial no país também atende a uma estratégia mais ampla de soberania tecnológica.
Ao reduzir a dependência de países como Taiwan e China, os Estados Unidos ganham mais controle sobre tecnologias consideradas sensíveis, especialmente em áreas como IA, segurança cibernética, defesa e big data.
“A inteligência artificial está transformando todos os setores da economia. Produzir chips e supercomputadores nos EUA nos posiciona para liderar essa nova era”, afirmou Huang.
Nvidia e o futuro da inteligência artificial nos EUA
Com este movimento, a Nvidia não só amplia sua presença industrial nos Estados Unidos, como fortalece a posição do país na corrida global pela liderança em IA e inovação.
O chip Blackwell e os supercomputadores que estão por vir podem redefinir os padrões de desempenho e eficiência para setores como saúde, finanças, educação e defesa.
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