Uso frequente de chatbots de I.A está ligado a crenças falsas sobre vacinas, revela estudo

Estudo mostra que adultos que buscam informações de saúde em chatbots de I.A apresentam maior adesão a mitos contrariados pela […]

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Estudo mostra que adultos que buscam informações de saúde em chatbots de I.A apresentam maior adesão a mitos contrariados pela ciência, como a falsa associação entre vacina tríplice viral e autismo.

A crescente utilização de ferramentas de inteligência artificial para orientações médicas tem atraído atenção de pesquisadores, especialmente quanto ao impacto na percepção sobre vacinas.

Um levantamento recente feito nos Estados Unidos aponta uma correlação significativa entre o uso desses recursos e a crença em informações médicas equivocadas.

Confira a seguir os detalhes da pesquisa e seus principais achados, além dos perfis dos usuários e alertas de especialistas.

Pesquisa destaca relação entre chatbots de I.A e desinformação sobre vacinas

Conforme informação divulgada pelo timesbrasil, um estudo da organização KFF analisou dados de 2.480 adultos americanos em maio, buscando entender o papel da inteligência artificial na formação de opiniões sobre vacinas.

Os resultados indicam que pessoas que usam chatbots de I.A para temas de saúde pelo menos uma vez por semana têm maior tendência a aceitar mitos desacreditados cientificamente.

Por exemplo, 35% dos usuários frequentes acreditam na falsa ligação entre a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e autismo em crianças, enquanto somente 20% dos que nunca utilizam I.A compartilham essa crença.

Usuários ocasionais dessas ferramentas também apresentaram índice elevado, com 29% aceitando essa informação incorreta.

Outros mitos associados e perfil dos usuários de I.A

Além da tríplice viral, 29% dos usuários regulares de inteligência artificial acreditam que vacinas baseadas em RNA mensageiro podem alterar o DNA humano. Entre os não usuários, o percentual baixa para 20%.

Outro dado revelador é que 22% dos usuários frequentes creem que a vacina contra sarampo oferece mais riscos do que a doença em si, contra 15% dos não usuários.

O estudo também comparou o uso de redes sociais como fonte de informações médicas, constatando que pessoas que as utilizam semanalmente para saúde têm maior propensão a espalhar desinformação.

Nesse grupo, 37% acreditam na ligação entre a tríplice viral e autismo, índice bem maior que os 16% de não usuários das redes sociais para consultas médicas.

Especialistas alertam para a verificação de informações confiáveis

Apesar do avanço do uso de I.A para orientações médicas, pesquisadores reforçam que a inteligência artificial não é apontada como causa direta das crenças falsas, mas sim como um canal que pode veicular conteúdo impreciso.

Também foi observado que plataformas distintas de inteligência artificial apresentam níveis variados de precisão, sendo importante checar as informações com fontes confiáveis.

Especialistas recomendam que dados sensíveis como vacinas, tratamentos e prevenção sejam confirmados com profissionais qualificados, evitando riscos à saúde pública.

Contexto da expansão do uso da inteligência artificial na saúde

A pesquisa ressalta que a procura por informações médicas online já representa uma parcela significativa da atividade na internet. Dados da Universidade de Georgetown indicam que 5% das buscas no Google são relacionadas à saúde.

Além disso, cerca de 77% das pessoas usam mecanismos de busca para entender diagnósticos médicos, e aproximadamente um terço dos adultos nos EUA já utiliza ferramentas de I.A para essa finalidade, segundo estudo anterior da KFF.

O crescimento do uso desses recursos é confirmado por empresas como a OpenAI, que aponta perguntas sobre saúde entre os temas mais frequentes no ChatGPT.

Portanto, enquanto os chatbots de inteligência artificial ganham popularidade, é fundamental manter atenção redobrada para a veracidade das informações e a orientação profissional adequada em saúde.

Com informações de timesbrasil

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