Temu alcança Amazon no e-commerce internacional, mas enfrentará desafios em 2026

Temu iguala a Amazon com 24% do mercado global de e-commerce cross-border, mas nova legislação em 2026 pode mudar o […]

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Temu iguala a Amazon com 24% do mercado global de e-commerce cross-border, mas nova legislação em 2026 pode mudar o cenário.

Em poucos anos, a Temu conquistou participação igual à da Amazon no comércio eletrônico internacional. O sucesso, porém, poderá ser testado em 2026 com o fim da isenção fiscal conhecida como “de minimis”.

Essa medida impacta diretamente o modelo de comércio chinês, elevando custos e favorecendo varejistas locais. Saiba como essa mudança regulatória pode transformar o mercado global.

O crescimento rápido da Temu chamou a atenção do setor, especialmente diante do cenário regulatório mais restritivo que se aproxima.

Concentração no e-commerce global cresce com Amazon e Temu

Conforme levantamento da International Post Corp (IPC), em 2025, a Temu alcançou 24% do market share no comércio eletrônico internacional, igualando-se à Amazon. Juntas, as duas plataformas dominam quase metade do mercado global.

Esse avanço da Temu, que tinha apenas 1% de participação em 2022, aconteceu em meio à estagnação de outros players como Shein, Wish, eBay e AliExpress, que perderam relevância nos últimos anos.

O cenário configura uma alta concentração no setor, e especialistas veem isso como um alerta para futuras dinâmicas desse mercado.

Fim da isenção fiscal “de minimis” abala modelo chinês

A regra “de minimis”, até agora, permitia que consumidores recebessem produtos importados de baixo valor sem pagar impostos e com processo alfandegário simplificado. Nos Estados Unidos, esse limite era de US$ 800.

Com a eliminação dessa isenção em 2026 nos Estados Unidos e políticas similares na Europa, serão cobrados impostos e tarifas diretamente no checkout das lojas online.

Essa mudança aumenta os custos operacionais para plataformas chinesas como Temu, que dependem de preço baixo para atrair consumidores, enquanto a Amazon e varejistas locais se beneficiam de processos logísticos mais eficientes e impostos previsíveis.

Consumidores exigem mais transparência e tempo de entrega não é fator decisivo

Com as novas regras, 61% dos compradores internacionais consideram vital ter informações claras sobre custos e taxas na hora da compra, segundo a IPC.

Apesar do tempo de entrega não ser a prioridade máxima, os prazos melhoraram. Em 2025, menos de 10% tinham entregas acima de 15 dias, contra quase 30% em 2020.

A preferência por parcel lockers também cresce, com 13% dos consumidores usando esse recurso, embora a maioria, 44%, ainda opte pelo delivery direto em casa.

Desafios à frente em 2026 para Temu e Shein

Especialistas preveem que 2026 será desafiador para plataformas baseadas em preços ultrabaixos, como Temu e Shein, devido ao aumento dos custos logísticos e fim da isenção fiscal.

De acordo com Friedrich Schwandt, CEO da ECDB, o principal obstáculo não será a concorrência, mas as novas tarifas e regras que atingem o modelo de negócios dessas empresas.

Com vantagens fiscais e logísticas estabelecidas localmente, a Amazon sai fortalecida para enfrentar o novo mercado global de e-commerce cross-border.

Com informações de timesbrasil

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