Startup americana ligada à família Trump desenvolve robôs humanoides para missões militares e industriais, testados na Ucrânia e com planos de uso junto às forças dos EUA.
A Foundation Future Industries, fundada em 2024, está focada em criar robôs humanoides para realizar tarefas militares e industriais de alto risco. Diferente de outras empresas que investem em robôs para atividades domésticas, essa startup aposta no uso da tecnologia para operações potencialmente letais e trabalhos pesados.
A empresa já testou seus robôs na Ucrânia, em apoio à logística da guerra contra a Rússia, e deseja implementar a tecnologia com os militares americanos dentro de 18 meses. Eric Trump, filho do presidente dos EUA, recentemente assumiu o cargo de conselheiro-chefe de estratégia na entidade.
Conforme informado pela CNBC Internacional e publicado pelo Times Brasil, a Foundation planeja ampliar a produção e expandir as aplicações militares e industriais da robótica humanoide em grande escala.
Visão da Foundation para robôs humanoides em guerras e indústria
A Foundation Future Industries é sediada em São Francisco e aposta em robôs humanoides autônomos para uso dual, ou seja, tanto em ambientes industriais quanto em missões militares.
Enquanto grande parte do Vale do Silício desenvolve robôs voltados a atividades simples, como dobrar roupas e preparar café, a Foundation busca a substituição de seres humanos em trabalhos perigosos. O CEO Sankaet Pathak ressaltou que essa seria a maior contribuição da robótica — reduzir riscos a vidas humanas.
A startup já enviou duas unidades do modelo Phantom MK-1 para a Ucrânia, realizando testes em áreas de combate junto a autoridades locais e com apoio do governo dos EUA.
Resultados dos testes na Ucrânia e desafios técnicos
Os robôs foram utilizados para transporte de suprimentos em locais de risco, minimizando a exposição de soldados. Porém, eles ainda são limitados, carregando cerca de 20 quilos, com bateria de autonomia curta e sem proteção à prova d’água.
A Foundation planeja lançar ainda este ano o Phantom 2, com capacidade de carga e habilidades aprimoradas. Os testes na Ucrânia servem como base para adotar a tecnologia nas forças armadas dos EUA e ampliar sua utilização em operações de linha de frente.
Participação de Eric Trump e repercussão política
Eric Trump foi nomeado conselheiro-chefe de estratégia da Foundation, reforçando a ligação da startup com Washington. A nomeação gerou críticas, com a senadora Elizabeth Warren classificando os contratos do governo como “corrupção à vista de todos”.
Em nota, a empresa destacou que Eric Trump já era investidor do negócio e visa fortalecer a indústria manufatureira nacional. A Foundation também defende que seu trabalho é estratégico no enfrentamento geopolítico dos EUA contra a China.
Futuro da robótica militar e considerações éticas
Especialistas debatem se robôs humanoides são mais eficazes e econômicos que outras máquinas já em uso, como drones e veículos terrestres não humanoides. Melanie Sisson, da Brookings Institution, ressaltou que o foco deve ser na rápida adaptação e produção em massa.
Kateryna Bondar, do CSIS, acredita que robôs humanoides podem ser vantajosos em combates urbanos devido à mobilidade em ambientes projetados para humanos, como corredores estreitos e escadas.
Além disso, o debate ético ganha força, especialmente sobre a autonomia para decisões fatais. Pathak afirmou que, embora a supervisão humana seja a regra, em cenários críticos os robôs poderão agir de forma independente.
Assim, a Foundation Future Industries está na vanguarda da transformação digital dos conflitos, com robôs cada vez mais presentes em campos de batalha e fábricas, reforçando as mudanças na segurança nacional global.
Com informações de timesbrasil
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