Google perde pesquisadores de I.A para OpenAI e Anthropic por regras e localização

A saída de pesquisadores seniores do Google para Anthropic e OpenAI está ligada à chamada “Regra de Londres”, contratos e […]

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A saída de pesquisadores seniores do Google para Anthropic e OpenAI está ligada à chamada “Regra de Londres”, contratos e movimentação do mercado de inteligência artificial.

Nos últimos meses, o Google enfrentou uma perda importante de pesquisadores seniores em inteligência artificial. Essas saídas não se devem apenas a remuneração, mas a fatores estratégicos que envolvem regras contratuais e localização geográfica.

Especialistas envolvidos no desenvolvimento do Gemini, modelo de IA generativa do Google, estão migrando para empresas rivais que concentram seus recursos e equipes em outras regiões. Esse movimento reflete mudanças no cenário da inteligência artificial.

Conforme informação divulgada pelo Times Brasil, essas mudanças indicam que a corrida por talento em IA vai além da tecnologia e investimento, exigindo atenção à retenção dos principais nomes do setor.

Como a “Regra de Londres” influencia a saída de pesquisadores

A chamada “Regra de Londres” está associada às leis trabalhistas do Reino Unido, que impõem acordos de não concorrência limitando quando um profissional pode assumir funções em empresas rivais. Por isso, pesquisadores do Google DeepMind, com sede em Londres, enfrentam restrições que influenciam suas decisões de mudar de emprego.

Esse fator estratégico é destaque na saída de nomes como Jonas Adler e Alexander Pritzel, ambos ligados ao desenvolvimento do Gemini, o modelo de IA generativa do Google. Adler trabalhava com programação de IA e Pritzel em treinamentos de modelos, etapas fundamentais para a evolução da tecnologia.

Os dois devem se juntar à Anthropic, principal concorrente do Google na área, cuja sede fica na Califórnia. Lá, as restrições contratuais são menos rígidas, o que facilita atração e contratação de pesquisadores seniores.

Pesquisadores renomados deixam Google e migram para rivais

Além de Adler e Pritzel, outros pesquisadores de destaque deixaram o Google, como John Jumper, um dos líderes do AlphaFold e vencedor do Nobel de Química de 2024, que também está migrando para a Anthropic, embora deva começar a atuar apenas no ano que vem, devido a obrigações contratuais.

Noam Shazeer, um dos criadores do artigo “Attention Is All You Need”, base da arquitetura Transformer, foi para a OpenAI após mais de 20 anos no Google. Esses movimentos evidenciam a disputa acirrada no setor por talentos especializados.

A movimentação também envolve profissionais menos conhecidos, como Arthur Conmy, que deixou Londres para trabalhar em alinhamento de modelos de IA na Anthropic, sediada em São Francisco.

Fatores que favorecem rivais nos Estados Unidos

Segundo o The Times of India, a localização geográfica tem grande impacto, pois grandes centros de desenvolvimento de IA, como Mountain View e São Francisco, na Califórnia, concentram recursos computacionais necessários para o pré-treinamento dos modelos, uma etapa que exige altíssima potência.

Isso faz com que pesquisadores busquem locais onde esses recursos são mais acessíveis e as condições contratuais menos restritivas, favorecendo empresas americanas na competição por talentos seniores.

Além das questões contratuais e logísticas, o mercado está aquecido para a Anthropic e OpenAI, que ampliam investimentos e oportunidades, atraindo especialistas com promessas de crescimento e participação em projetos significativos.

Google mantém grande estrutura, mas enfrenta desafios na retenção

Apesar das perdas recentes, o Google mantém uma das maiores equipes de pesquisa em inteligência artificial do mundo, e afirma estar confiante na sua capacidade de atrair e manter profissionais de alto nível.

Uma análise da empresa de capital de risco SignalFire revelou que engenheiros do DeepMind têm cerca de 11 vezes mais chances de migrar para a Anthropic do que o contrário, indicando uma disputa intensa por talento.

Essa movimentação demonstra que o sucesso na corrida pela liderança em inteligência artificial depende não só da tecnologia e investimentos elevados, mas também de estratégias para manter os principais especialistas e adaptar-se ao cenário global de localizações e contratos.

Com informações de timesbrasil

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